Companhia criada a 19 de Fevereiro de 2008, no Porto. Desenvolve um alargado trabalho artístico assente sobre a “Palavra”. Baseando as atividades na companhia num tema anual, a partir do qual se estrutura o processo de investigação dramatúrgica, de colaboração com artistas convidados e de criação teatral, temos vindo a trabalhar em vários contextos:
2008 – “A Solidão” – O Teatro é um meio privilegiado na luta contra a Solidão, já que depende da comunicação estabelecida entre intérprete e público, em cada ato efémero de apresentação. Esta premissa devolve-nos a Universalidade à linguagem teatral, ao mesmo tempo que nos permite trabalhar no combate a um problema que enforma a nossa contemporaneidade e assume uma grande importância no panorama social em que a companhia se insere.
2009 – “ O Caos” – Este tema funcionou como ponto de partida para a escolha de autores e a criação de novos textos originais, assim como para o processo de criação dos espetáculos, explorando novos formatos de apresentação como o happening e a instalação (ciclo Chaos 4).
2010 – “O Teatro e a Mulher” – Tendo a mulher muitas vezes como protagonista dos textos escolhidos e dos espetáculos apresentados, não pretendemos trabalhar apenas as questões políticas e de género, mas de forma mais subjetiva, a especificidade do olhar feminino no discurso teatral e na criação artística.
2011 – “O Teatro e a Palavra” – Com este tema o TEatroensaio focará a sua atenção no tijolo básico da experiência teatral, a palavra. Através da vida e obra de múltiplos poetas e de dramaturgos que usaram a palavra como ferramenta do essencial no seu teatro, pretendemos criar novas pontes de significado e exploração artística, promovendo a leitura e dirigindo o nosso trabalho a um público cada vez mais amplo e heterogéneo.
2012 – “Migração” – Ciclo dedicado à deslocação do Homem, explorando a palavra como criadora de espaços abstratos de integração/desestruturação de personagens.
Para além do espetáculo de Teatro “Madrugada” que apresenta um interrogatório de um PIDE a uma mulher na Madrugada do 25 de Abril de 1974, criámos a média metragem “Caos” e lançámos a segunda edição da Revista “Ensaios de Teatro”, reeditando o Ciclo Fora de Palcos, a Mostra de Cinema, entre outros.
2013 – “Migração: Espaços Físicos e Psicológicos”, a companhia continua o seu ciclo sobre a Migração, criando os espetáculos “Estórias do Mato – a guerra colonial em palco”, a partir do Livro “Não sabes como vais morrer” de Jaime Froufe de Andrade, com encenação de Pedro Estorninho e Música original de José Mário Branco, assim como “Arte de Ser – Imprecação a Teixeira de Pascoaes”, com encenação de Inês Leite. Para além da edição da revista “Ensaios de Teatro”, lançámos também o DramaTEns – Concurso anual de Dramaturgia, aberto à lusofonia.
2014 – “Migração: Linguagens na Geografia”, criámos “Mulheres em Lorca” um espetáculo de Teatro com música ao vivo que apresenta as mulheres da vida e obra de Federico García Lorca, com Dramaturgia e Encenação de Pedro Estorninho e Direção Musical de Eduardo Baltar Soares, com o apoio da Embaixada de Espanha e apresentação no Porto e Évora (Cendrev – Teatro Garcia de Resende) durante este ano. Também em 2014 apresentámos “Transumância” a partir do livro homónimo de poemas de Francisco Duarte Mangas, com encenação de Inês Leite e Direção Musical de Rui Rodrigues – Projeto Financiado pelo Governo de Portugal /SEC / DGArtes.
2015 – “Decisão”. A companhia realizou duas criações originais “Só Se Eu Quiser” com texto e encenação de Pedro Estorninho, em coprodução com o Teatro Nacional São João (apresentações no Teatro Carlos Alberto no Porto, no CineTeatro Almeida Garrett na Póvoa-do-Varzim, Auditório da Caverneira na Maia) e “A Decisão” com texto de Bertolt Brecht, Música de Hanns Eisler, Encenação de António Durães e Direção Musical de Sérgio Ramos (apresentações no CENDREV-Teatro Garcia de Resende em Évora, Teatro Helena Sá e Costa no Porto, Auditório da Caverneira na Maia). A convite da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil) a companhia desenvolveu um projeto internacional em Caicó e Natal. Realizámos uma temporada de 9 apresentações do espetáculo “Mulheres em Lorca” no Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, sendo o programa de atividades anual da companhia apoiado pelo Governo de Portugal/Secretário de Estado da Cultura/Direção Geral das Artes, apresentando espetáculos em Lisboa, Évora, Porto, Maia, Guarda, Vila do Conde, Guarda, Fundão, Almada, entre outros.
2016 – “Esperança”. Durante este ano o TEatroensaio deu uma particular atenção ao trabalho com a comunidade, desenvolvendo a criação de dois espetáculos originais. “42 Anos Depois e o Quê?” com dramaturgia e encenação de Pedro Estorninho, em coprodução com a Universidade Popular do Porto e “Grito Como A Terra”, sobre a deslocação forçada, um espetáculo original com dramaturgia e encenação de Pedro Estorninho, que contou com a participação de 75 pessoas em palco no CineTeatro de Arraiolos, realizando uma Residência Artística de Criação de um mês e apresentando espetáculos no Porto, Arraiolos, Elvas, Maia, entre outros.
2017 – “Daimemória” – Valorizar a memória coletiva e o património cultural imaterial, construção comunicativa do discurso e memória coletivas, integrando a arte no contexto civilizacional e social, tornando-a participada e contribuindo para uma existência individual e coletiva mais solidária, capaz e consciente. A Memória Coletiva foi tema e ferramenta de trabalho, considerando-a como processo dinâmico, “mais ou menos consciente, de construção individual e coletiva, vivida ou mitificada por uma comunidade, cuja identidade é parte integrante do sentimento do passado.”

2018 – 2019 – “A Ilusão”, investigando artisticamente como ser humano se relaciona com realidade cada vez mais transitória, como nos adaptamos à efemeridade de conceitos, ultrapassamos barreiras sociais/de percepção/escala ou poder, como se processa enquadramento individual/ coletivo face a realidade fluída, descontextualizada do ser humano, como podemos ser agentes da construção/desconstrução do mundo. Um projeto centrado na produção de dramaturgia original e na apresentação de textos de referência da dramaturgia nacional e estrangeira, integrando a Arte no seu contexto civilizacional e social.
2020-2021-2022 – “Teatro: A Grande Máquina do Mundo” – A questão de Dürrenmatt interpela-nos fortemente: Poderá o mundo de hoje ser, apesar de tudo, reproduzido pelo teatro?
Nunca é demais a incerteza, faz-nos pensar, trabalhar, evoluir e certamente arriscar. Ou seja, colocar a máquina em movimento, esta de que falamos e a que nos dedicamos, o Teatro. Máquina de há 3000 anos.

2023-2026 – “Teatro: Território” – A definição de um território coloca-nos num lugar de questionamento das suas premissas (aparentemente antagónicas mas complementares): abrangência-contexto, profundidade-disseminação, definição-experimentação… Também definimos um território pelo encontro/afastamento com o “outro”, seja ele o “outro não-teatral” ou o “estrangeiro”. Aquele que é distante/estranho ao teatro ou aquele que pratica outras formas teatrais. Este é o processo emancipador da arte em geral e do teatro em particular: a multiplicidade da criação, constantemente interconectada, num relacionamento/diálogo constante com os outros, próximos e distantes. O território múltiplo e infinito da Humanidade.
Para além dos espetáculos de Teatro, a companhia tem desenvolvido um amplo trabalho de Difusão Cultural, criando projetos com a participação de comunidades locais. O TEatroensaio realiza inúmeras atividades ligadas à Poesia, Música e Formação como Cursos e Oficinas de Teatro, Conferências, a publicação da Revista “Ensaios de Teatro”, o Concurso Anual de Dramaturgia “DramaTEns”, o Ciclo Fora de Palcos, Mostras de Cinema – Cinensaio, entre outros. O TEatroensaio prossegue a sua política de criação de parcerias sustentadas com inúmeras instituições, contando já com o apoio expresso de vários parceiros anteriores no sentido de prosseguir o trabalho já desenvolvido, tais como: Teatro Nacional São João, Cace Cultural do Porto-IEFP/IP, ESMAE-IPP, Moagem Ceres S. A., Deriva Edições, Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Festival Cinanima, APELGA. Em ocasiões anteriores contou com apoios anuais e pontuais de instituições como: Recebemos apoios anteriores de instituições como: Embaixadas de Espanha e Países Baixos, Goethe Institut PT, UFRGN Brasil, Municípios do Porto, Guarda, Bragança, Fundão, Arraiolos, CIMAC e outros.
Em 2025 o TEatroensaio comemora 17 anos, contando com apoio sustentado quadrienal (2023-2026) do Governo de Portugal Cultura/Direção Geral das Artes. Prosseguimos parcerias sustentadas com entidades como: Município de Arraiolos, Casa de Portugal Paris André de Gouveia – CIUP, CineTeatro Louletano, TNSJ, Moagem Ceres S. A., AJHLP, Makeup Design, JF Famalicão e outros.

